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Cartellino rosso

Os tentáculos da Máfia e do crime organizado no calcio

É um fato espinhoso de se reconhecer, mas não há dúvidas de que a Itália é o país que descobriu mais casos de influência do crime organizado em qualquer nível do futebol, se considerarmos as nações com as principais ligas da Europa. Muito além de insinuações ou de piadas fora de lugar, os elos entre o esporte e os indivíduos fora da lei [incluindo aí, integrantes de máfias] são uma questão estrutural no país e merecem ser discutidas dentro de uma perspectiva socioeconômica.

O futebol está tão entranhado na sociedade italiana que parece até que ele está inserido nela há milênios. Bom, um dos antepassados do esporte, o calcio florentino, até se difundiu por regiões do país, no século XVI, mas o futebol propriamente dito só chegou ao Belpaese no fim do século XIX, com imigrantes ingleses. O crime organizado é um pouco mais antigo: a máfia tem origem na passagem do feudalismo para a modernidade no sul da Itália.

Segundo o jornalista Leandro Demori, editor-executivo do The Intercept Brasil e autor de “Cosa Nostra no Brasil: a história do mafioso que derrubou um Império”, o movimento que impulsionou o estabelecimento das organizações mafiosas, tão ligadas a manifestações populares, teve início com os nobres sicilianos. Os senhores passaram cada vez mais a deixar o campo e a se fixar em Palermo e, por isso, confiaram a proteção de suas terras a pequenos fazendeiros, que ficaram encarregados de manter os servos na roça. Estas milícias utilizavam da violência para atingir os objetivos dos patrões e tinham carta branca para usar a força e outros meios escusos em benefício próprio.

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