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Ame-o ou deixe-o

A relação história e política do futebol-arte no Brasil

Tá faltando drible!”. Atire a primeira pedra quem nunca falou ou ao menos pensou isso num jogo quente de Copa do Mundo, ou decidindo a classificação do seu time na Libertadores, principalmente nos momentos nos quais a derrota parece próxima, mas reversível por um lance do melhor jogador do time.

Hoje, o drible parece “nosso” — para um brasileiro, driblar pode não ser certeza de resultado, mas sim algo que se gosta de ver no jogo. Nem sempre foi assim. Simbolizar a expressão estética do futebol de um país com certeza não foi um processo linear ou cronológico, mas cheio de nuances, lombadas e polêmicas. Sabendo que o futebol chega ao Brasil no começo do século XX e que só na década de 1930 aparecem os primeiros tratados mais profundos sobre o esporte, veremos que, como fenômeno sociológico, demorou um bocado para ele ganhar corpo — e foi Giberto Freyre quem primeiro deu esse status ao esporte.

Nascido no fim do século XIX no Recife, Freyre frequentou as melhores escolas da época, como boa parte dos filhos de elite pernambucana na época. Alberto Freyre, seu pai, juiz e professor de Economia, o mandou estudar no Texas e na Universidade de Columbia. Aos 25 anos, publica sua tese de mestrado, intitulada “Vida social no Brasil nos meados do século XIX”.

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Jornalista e publicitário. Estudou comunicação na Universidade Federal do ABC, escreve para o Globoesporte no Painel Tático e para a Corner. Tem uns filmes empoeirados e acha que cinema com futebol é melhor que bacon.

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