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Preto no branco na democracia

Os caminhos que levaram o Corinthians ao Brasil inteiro

Morumbi, 14 de dezembro de 1983. A partir de um contra-ataque, Zenon carrega a bola até a entrada da pequena área. Ele diminui o passo e, com uma seqüência de fintas, deixa perdida a defesa são-paulina. O camisa 10 dá de calcanhar para Sócrates, que ajeita à frente e toca sutilmente no canto esquerdo de Waldir Peres.

Torcedores e jornalistas invadem o campo para abraçar o Doutor. O árbitro frustrou aqueles que demandavam o fim da partida — afinal, o tento foi marcado já nos acréscimos. Depois de contida a euforia da comemoração, a bola rolou tempo suficiente para um gol de consolação de Marcão.

Do banco de reservas do São Paulo, restou a Mário Travaglini, técnico campeão com o Corinthians em 1982, cumprimentar Jorge Vieira pela conquista do bi. O gol de Sócrates não foi apenas um gol do Corinthians ou do bicampeonato paulista. Embora os jogadores tivessem estampado em uma grande faixa, antes do jogo começar, “Ganhar ou perder, mas sempre com democracia”, aquele tento foi o gol de placa da Democracia Corinthiana.

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Advogada, formada pela USP, mas jura que é legal sem ser hipster. Zagueira que não corre porque posicionamento e carrinhos perfeitos são a chave do sucesso.

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