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Don’t go away

É comum que alguns artistas ingleses chamem a atenção para os seus clubes de coração. Estas histórias costumam ficar ainda mais interessantes quando o time é modesto, sem grandes aspirações. Elton John sempre mostrou orgulho por seu Watford, que vaga pelas divisões mais altas da Liga Inglesa. Robert Plant, ex-Led Zeppelin, é vice-presidente honorário do Wolverhampton. Alguns fãs do Iron Maiden podem não entender muito de futebol, mas o baixista Steve Harris faz com que todos eles soubessem o significado de West Ham United.

São casos em que o fenômeno musical torna-se maior que o esportivo. Enquanto Wonderwall era tocada no mundo inteiro no final da década de 90, o Manchester City vivia uma dramática decadência que o levaria à terceira divisão pela primeira vez na história. Ironicamente, o som do momento era tocado por garotos de Manchester. Garotos que representavam a classe trabalhadora da cidade e agora atraíam os olhares de toda a Inglaterra.

Ora, isso já havia acontecido com os Stone Roses na década anterior — três de seus quatro integrantes são torcedores do Manchester United. Mas os Stone Roses acabaram em 1996. Era hora de mudanças no trono musical de Manchester, e a primeira delas seria a troca do vermelho pelo azul. Foi no mesmo ano de 1996 que o Oasis foi headliner de seu primeiro grande show a céu aberto. O local não poderia ter sido outro: eles lotaram o Maine Road, antiga casa do Manchester City.

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Jornalista formado pela UMESP. Escreve para VIP, Sport Witness, Corner e Old Trafford Brasil. Não sabe se quer ser Andrea Pirlo ou John Frusciante quando crescer.