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Thomas Milz

Fotografias: Gabriel Macieira

Vivendo no Brasil desde 1998, o jornalista e fotógrafo Thomas Milz recebeu a reportagem da Corner no famoso boteco Belmonte, na Urca, em frente ao antigo cassino e, posteriormente, sede da TV Tupi. Um alemão que conhece bastante de Brasil e escreve para diferentes veículos europeus. A visão de Milz sobre Brasil e sobre Alemanha provoca tensões em aspectos futebolísticos e culturais de ambos os países. Seu tom crítico, sempre presente nas suas colunas para a DW Brasil, não se atém ao país onde vive, mas também ao lugar onde nasceu. Milz acompanhou de perto a Seleção Alemã em 2014 e falou sobre o futebol e sociedade de cá e de lá numa bela tarde de calor que se converteu em uma virada de tempo, refrescando o clima pré-veranesco tipicamente carioca ao sabor do seu suco de abacaxi.

Entre 1983 e 1997, nenhum clube alemão levantou a Champions. Mas a Seleção conquistou uma Copa do Mundo nesse hiato e uma Euro em 1996. Como era o futebol alemão nesse período?

A Alemanha sempre teve bons jogadores. Se você olhar pra seleção de 1980, campeã da Eurocopa, eram jogadores com perfil de trabalhadores, que era a base do time finalista contra a Itália em 1982. Não eram muito bons tecnicamente, mas, como disse Maradona no seu livro, o Matthäus era o típico alemão que você tinha que matar para derrotá-lo. Tecnicamente não era bom, mas fisicamente eram muito fortes. Os melhores jogadores da metade da década de 1980 em diante, estavam jogando na Itália. Völler, Rummenigge, Klinsmann, Matthäus, Sammer. Os melhores jogadores iam pra fora. Até mesmo pra França, que pagava melhor. Os clubes alemães não seguravam os melhores, mas quando eles se reuniam na seleção era fantástico. Chegaram na final em 1982, 1986 e 1990.

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Jornalista, publicitário e fotógrafo. Estudou comunicação social na Universidad Nacional de La Plata. Para Martinho, não existe golaço de falta (nem aquele do Roberto Carlos em 1997 contra a França ou de Petković em 2001 contra o Vasco). Aos 11 anos, deixou o cabelo crescer por causa do Maldini. Boicota o acordo ortográfico.