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Todos os caminhos levam a Roma

Quando os melhores do mundo jogavam na Itália

Durante quatro etapas distintas, a Serie A italiana foi considerada como a competição nacional de clubes mais importante do mundo. No caso das quatro, foi o dinheiro e a importante influência política que pavimentaram o caminho. A chegada de Cristiano Ronaldo à Juventus — a primeira transferência de um jogador considerado como o melhor do mundo desde Ronaldo Nazário para um clube transalpino — tem como objetivo abrir uma quinta etapa dourada. Mas a história pode voltar a repetir-se.

Luisito Monti chegou à Itália depois do mundial de 1930. Zico e Sócrates, da desilusão de Sarriá, aterrissaram em terras italianas. A chegada inesperada de Cristiano ecoou a de Ronaldo — o original — vinte anos depois. O esquadrão sueco no alvor dos anos 1950 depois do show em terras brasileiras. Cinco episódios, cinco momentos chave na história do calcio.

Todos eles prenunciaram o início de algo único. Até a confirmação do real impacto de Cristiano na Juventus, todos eles fizeram história e contribuíram para que a Serie A fosse considerada, historicamente, como uma da três ligas mais importantes da história do futebol. Todas elas foram ponto de inflexão, o momento em que os dirigentes italianos — desportivos e políticos — entenderam que, para poder competir com os maiores do mundo, os italianos tinham de encontrar uma fórmula para fazer coabitar o talento local com a nata mundial. Para que o futebol fosse, no terreno de jogo, o genuíno motor de união de um país que de unificado sempre teve pouco. Muito pouco. Não é casualidade. Não apenas porque só em 1929 é que finalmente pôde-se falar numa liga nacional. O desequilíbrio já existia e iria seguir porque, do Rio Pó para sul, raros eram os clubes que podiam medir-se com as potências do norte. Mas também porque, como país, a Itália ainda não sabia o que era.

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Jornalista e escritor. Autor dos livros “Noites Europeias”, “Sonhos Dourados” e “Toni Kroos: El Maestro Invisible”, “Sueños de la Euro” e “Johan: a anatomia de um gênio” Futebol e Política têm tudo a ver, basta conectar os pontos. O coração de menino ficou no minuto 93 da final de Barcelona. Estudou comunicação na Universidade do Porto.

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