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Ato 5: Salas e Zamorano

Se o Paraguai tinha na defesa sua maior virtude, o Chile era exatamente o oposto. Depois de 24 anos, os chilenos voltavam a uma Copa do Mundo, e isso não aconteceu por casualidade. O ataque chileno foi responsável direto pela classificação para o Mundial da França, com 32 gols marcados nas eliminatórias, dez a mais que a Argentina, que terminou em primeiro lugar na fase de classificação. A seleção Mapuche tinha a dupla Marcelo Salas e Iván Zamorano na dianteira da equipe, um ataque para colocar medo em qualquer defesa. No torneio qualificatório para o Mundial da França, Zamorano marcou 12 gols, enquanto Salas anotou 11.

Naquele momento, somente Romário e Ronaldo poderiam ser considerados superiores à dupla chilena. Como o Baixinho foi cortado da Copa, era possível afirmar que o Chile tinha o melhor ataque do mundo; em matéria de seleções, é claro.

E detalhe: assim como Romário atuou no Flamengo no primeiro semestre de 1998, Marcelo Salas permaneceu no River Plate até o meio daquele ano, quando se transferiu para a Lazio. Já Zamorano era um conhecido dos relvados europeus. Depois de marcar época no Real Madrid, o chileno se transferiu para a Internazionale, em 1996, onde se encontraria com Ronaldo, um ano mais tarde. Zamorano usava a camisa 9 nerazzurra quando o Fenômeno chegou. Em 1998, após o Mundial da França, a Internazionale mudou de fornecedor esportivo. A Inter deixou a Umbro e assinou com a Nike, patrocinadora de R9, que passaria a vestir o número 9; Iván “Ban Ban” Zamorano, por sua vez, passou a usar a camisa 1+8.

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Jornalista, publicitário e fotógrafo. Estudou comunicação social na Universidad Nacional de La Plata. Para Martinho, não existe golaço de falta (nem aquele do Roberto Carlos em 1997 contra a França ou de Petković em 2001 contra o Vasco). Aos 11 anos, deixou o cabelo crescer por causa do Maldini. Boicota o acordo ortográfico.