Revolução e Contra-Revolução nas arquibancadas do Egito

O fator político do futebol na Primavera Árabe

Ilustração: Valter Vinícius Costa

As multidões que tomaram as ruas e as praças do Egito surpreenderam o mundo em janeiro de 2011. Dezenas de milhares de pessoas afirmavam que o povo queria a queda do regime duradouro de Hosni Mubarak, no que foi o ápice da série de manifestações pela região, a “Primavera Árabe”. No meio da massa de descontentes, alguns elementos eram ainda mais distintos: bandeiras, sinalizadores, cantos e coreografias dos torcedores dos dois maiores clubes de futebol do país, o Al Ahly e o Zamalek. Torcedores eram boa parte do povo que desafiava o governo, mas era difícil precisar a importância deles naquele movimento revolucionário. Um ano depois, foram os próprios remanescentes da velha ordem ainda no poder que confirmaram a dimensão da participação torcedora. No Estádio de Port Said, cobrou-se o preço das torcidas organizadas pelo envolvimento político com a morte de 74 pessoas e milhares de feridos, no que permanece sendo a maior tragédia envolvendo o futebol no século XXI.

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