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Quando ressurge o Alviverde Imponente

O renascer do Palmeiras: do rebaixamento à conquista da América

Centenas de pessoas estavam no cruzamento da Rua Turiassu com a Caraíbas na noite de 26 de agosto de 2014. Estavam fazendo aniversário. O clube do coração delas completava 100 anos. Justo dizer que a maioria deles foram bons. Também é justo dizer que os últimos haviam sido terríveis. Estavam à sombra de um trambolho que não conheciam. O antigo Palestra Itália havia completado a transformação em Allianz Parque, que seria inaugurado em breve. A reação geral era mais ou menos a seguinte: bonitinho o estádio, pena que o clube vai fechar.

O Palmeiras nunca correu o risco de fechar. Clubes desse tamanho não fechavam no Brasil. Nem entravam em falência. O Brasil não sabia exatamente o que fazer com clubes desse tamanho que não sabem o que fazer com si próprios — agora, com as sociedades anônimas, talvez saiba. Mas havia um sentimento generalizado de desesperança porque outro rebaixamento era real. O Palmeiras havia se recuperado relativamente bem do primeiro, com um título paulista, algumas vagas na Libertadores e uma briga pelo Campeonato Brasileiro cuja perda deixou cicatrizes profundas. A lambida daquelas feridas culminou na segunda queda, sob o comando do maior técnico da sua história, logo depois de conquistar uma Copa do Brasil.

E havia acabado de voltar. O que estava em jogo era evitar o bate e volta. Se o Palmeiras fosse rebaixado imediatamente depois de subir, a segunda divisão não seria mais um acidente de percurso. Outro acidente de percurso. Seria a sua realidade. Em um intervalo de três anos, teria passado mais tempo jogando de terça e sexta-feira do que de quarta e domingo. Para uma torcida que não teve os últimos 15 anos mais felizes, a sentença era de morte, e ali no cruzamento da Caraíbas com a Turiassú estava acontecendo uma espécie de funeral preventivo: pessoas se abraçavam, diziam que ia ficar tudo bem, se precisar de alguma coisa é só pedir, não fique triste, foi uma vida longa e muito feliz.

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