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Paladar Negro

Existe uma inverdade muito falada sobre cães de raça. Diz-se que os verdadeiros animais com pedigree possuem o céu da boca de cor preta. Na Argentina, a expressão “céu da boca preto” passou a ser utilizada — sobretudo no futebol — para designar algo de bom gosto, esteticamente vistoso e de grife. “Céu da boca” em espanhol é paladar. E o Paladar Negro foi a maneira encontrada por três designer argentinos para nomear o notável trabalho visual que desenvolvem hoje.

Alberto Vianni, Heber Lajst e Sebastián Ruggiero se conheceram na UBA (Universidad de Buenos Aires) e lá se graduaram. Pelo fato de serem torcedores de times de menor expressão, eles se destacavam de seus demais companheiros quando o futebol era assunto. “Não compartilhamos os mesmos códigos de linguagem dos torcedores de grandes times”, diz Alberto Vianni, um dos integrantes do Paladar Negro e torcedor do Deportivo Laferrere, da terceira divisão. Heber torce pro Deportivo Español e Sebastián é “hincha” do Platense, ambos da segunda divisão.

As reuniões entre os três acontecem invariavelmente numa pizzaria específica no bairro de Chacarita, em Buenos Aires. O ritual é estritamente prático: como cada um vive num canto distinto do conurbado bonaerense, o encontro acontece lá por ser de fácil acesso aos três.

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Jornalista, publicitário e fotógrafo. Estudou comunicação social na Universidad Nacional de La Plata. Para Martinho, não existe golaço de falta (nem aquele do Roberto Carlos em 1997 contra a França ou de Petković em 2001 contra o Vasco). Aos 11 anos, deixou o cabelo crescer por causa do Maldini. Boicota o acordo ortográfico.

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