Os dois primeiros gols de Zico

A reconstrução das duas primeiras obras de Zico

8 Ilustração: Éric Chinaglia
Livraria FC

Por Mauricio Neves de Jesus

O Flamengo era um terreno minado no início de 1971. O último troféu de campeão datava de 1965. O presidente André Richer buscava soluções para os problemas financeiros e o futebol estava inteiramente entregue às mãos de ferro de Yustrich. Após os primeiros amistosos do ano, o ídolo Doval bateu o pé. Preferia encerrar a carreira de jogador e passar as suas tardes em Ipanema a ser comandado pelo treinador que, segundo o Jornal do Brasil, instituíra na Gávea um regime ditatorial.

Doval não foi o único. Além de não permitir barba e cabelos longos no time, Yustrich desconfiava de jogadores muito jovens e os promissores Adãozinho, Mário Sérgio e Luís Carlos foram emprestados ao Vitória. O lateral direito Murilo, lesionado, pediu para fazer tratamento em casa. Yustrich determinou que ele ficasse em regime de internato no casarão de São Conrado. Murilo contestou publicamente e foi afastado do grupo.

Na primeira partida oficial no Rio, pelo Torneio do Povo, atuação sofrível e derrota para o Inter em General Severiano. A torcida queria Doval e reagiu com hostilidade cercando o ônibus na saída dos jogadores. O Flamengo não venceu nenhuma partida no Torneio do Povo.

O povo rubro-negro não estava feliz. Nem os jogadores.

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