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Um camisa 10 sem lugar

Os paradigmas em torno de Mesut Özil

Poucos jogadores chamavam mais a atenção do mundo em 2010 que Mesut Özil. Vestindo a camisa 8 da Alemanha na Copa do Mundo da África do Sul, foi um dos destaques do time de Joachim Löw, que chegou à semifinal e apresentou ao mundo uma Alemanha muito diferente, rejuvenescida, com um futebol ofensivo e envolvente. Aqueles jogadores pareciam o futuro da seleção por ao menos mais duas ou três Copas. 

Passados 10 anos, Özil parece estar em busca de um lugar em um futebol que não dá espaço para alguém como ele. O futebol mudou, o jogador, um camisa 10 que remete a um estilo clássico, quase inatingível de craque, parece sofrer para se encaixar. Ter um meia ofensivo com esse estilo, que é quase um fetiche, é possível no futebol, mas é preciso que ele ainda faça algumas tarefas, especialmente defensivas. 

Em meio a isso, é preciso escapar do rótulo de preguiçoso que por vezes cai sobre esse jogador. Özil tem perdido a batalha para encontrar o seu lugar. Aos 32 anos, cada vez mais o alemão busca uma identidade, que questiona até mesmo a sua nacionalidade. Quem é Mesut Özil, afinal?

Início de carreira

Nascido em 1988, em Gelsenkirchen, e filho de pais turcos, Özil tem um irmão e duas irmãs mais velhas. Ele é o caçula da família. Suas irmãs ajudaram no começo da carreira para que tivesse os meios para seguir buscando uma carreira no futebol. Foi criado como um muçulmano praticamente. Como filho de imigrantes, que saíram da Turquia em busca de uma vida melhor no Vale do Ruhr, sua família era pobre. 

Seu pai chegou à Alemanha em 1967, aos seis anos de idade. Özil é da geração dos imigrantes que nasceram na Alemanha, embora isso, por lá, não signifique nacionalidade alemã, ao menos não automaticamente. Özil teve direito depois, ao completar 17 anos. E foi uma decisão difícil, porque não há dupla nacionalidade alemã e turca: escolher a Alemanha significa abrir mão da cidadania turca. Isso dividiu a sua casa: a mãe queria que ele seguisse suas raízes e defendesse a Turquia; seu pai achava que por ele ter nascido na Alemanha, crescido na Alemanha e defendido clubes alemães, ele deveria jogar pela Alemanha. Foi o caminho que ele escolheu. 

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1 Comments

  1. Antes mesmo de ser anunciado, Özil sentiu como a ida para o Fenerbahçe vai mudar sua vida

    janeiro 21, 2021

    […] é um camisa 10 sem lugar, como contei em uma matéria na Corner. Em busca de um lugar para atuar em campo, em um futebol que exige papéis que o turco-alemão […]

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