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No sofá com Veríssimo

O bom cronista de futebol é aquele que, logo no apito inicial, confessa suas preferências. Eu, como muitos amigos leitores, sou Luis Fernando Verissimo Futebol Clube. E, como bom fanático pelo estilo do craque das crônicas, também tenho aquela frase de LFV que mexeu comigo para sempre.

Só que minha frase marcante do Verissimo não saiu em nenhum livro, nem sequer foi publicada nos jornais. Ela acabou sendo falada por Verissimo para mim há uns anos. Estávamos no restaurante Barranco, célebre churrascaria que, por acaso, foi inaugurada precisamente em 1969 – no célebre ano em que o Verissimo zarpou de foguete até a lua e o Neil Armstrong fez sua estreia como cronista nos jornais, se não estou fazendo confusão.

Pois bem, exatos 50 anos depois, fui convidado para um jantar memorável, regado a caipirinhas de lima com a família Verissimo e amigos. Era uma segunda-feira, 9 de setembro, e eu me dirigia ao banheiro quando cruzei com Luis Fernando. Ele então proferiu aquela sentença que marcaria para sempre minha vida:

– Ô Marcelo, você vai lá em casa ver a final do Internacional?

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Dunlop gosta de samba, crônica e futebol, de preferência no mesmo domingo. Lançou “Verissimas” (2016), "Crônicas flamengas" (2020), “O mau humor de chuteiras” (2022) e “O homem que morava no Maracanã” (2023).