“La condena del Maracaná”

A homenagem que Barbosa nunca teve no Brasil veio do “inimigo”

Livraria FC

A homenagem que Barbosa nunca teve no Brasil veio do “inimigo”

Por Matheus Steinmetz

“Foi a única maneira que eu consegui de entrar para a história sem sair nunca mais dela. Sim… porque eu entrei pra história e não saí mais. Eu vou morrer e os caras vão ficar cobrando isso.”

Barbosa estava certo, a cobrança seria eterna. Um mês depois da entrevista em que gravaria estas palavras no Linha de Passe da ESPN Brasil, o goleiro soterrado pelo silêncio do Maracanazo morreria, no dia 07 de abril de 2000, sem que jamais fosse reparada a injustiça sofrida por quem viveu condenado pela frustração de um país inteiro durante meio século.

Nenhum dos jogadores que formavam a Seleção Brasileira de 1950 ficou tão marcado negativamente por aquele 16 de julho quanto Moacir Barbosa Nascimento ficaria pelo resto dos seus dias. Castilho, goleiro reserva naquela Copa, ainda seria campeão mundial em 1958 e 1962 à sombra do titular Gilmar e ficaria na história como um dos maiores da história do Fluminense. Nilton Santos, que também esquentava o banco naquela partida, viraria uma das unanimidades do Brasil nos dois primeiros títulos mundiais do país e o maior jogador da história do Botafogo, considerado por quem teve a oportunidade de vê-lo jogar – e até por quem não teve – como o melhor lateral-esquerdo de todos os tempos. Os demais, no mínimo, agradeceram privilegiados pela indiferença popular.

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