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O outro Johan

Antes do 14, sempre vem o 13

Pelé, o Rei do futebol, precisou de Coutinho para a execução de suas famosas tabelinhas no Santos. Na Seleção Brasileira teve Didi e Garrincha, depois Rivelino, Tostão e Jairzinho. Maradona, outro fora de serie, teve Careca, Caniggia e Burruchaga. Messi teve Xavi, Iniesta e, mais tarde, Suárez e Neymar. Todos precisaram de companheiros para trilhar suas carreiras em um nível além da média. Mas, apesar dessas grandes duplas — e trios —, talvez a maior simbiose da história do futebol tenha vindo dos Países Baixos.

Johan Cruijff, vestindo a camisa 14, conseguiu ser o epicentro da maior revolução tática já vista dentro e fora de campo. Foi o principal jogador do carrossel holandês e, anos mais tarde, nutriu-se deste mesmo legado para treinar o dream team do FC Barcelona, campeão europeu em 1992. Nem Alfredo Di Stéfano fez tanto como jogador ou treinador. Como atleta, embora Di Stéfano tenha sido o grande responsável por ascender o Real Madrid a campeão europeu pela primeira vez, logo depois chegou ninguém menos que Ferenc Puskás.

Comandado pelo genial Rinus Michels, Johan Cruijff consolidou as bases que ajudaram a moldar o futebol que viria adiante, com um esquema que unia o mais lúdico jogo, com a aplicação montada no preparo físico e na obediência tática. Se Michels era o cérebro do futebol total, Johan Primeiro — como era chamado Cruijff — era o coração.

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Jornalista e calouro escritor. Autor de “Da Vinci e a Santa Seleção“. Apaixonado por futebol, quadrinhos, música e literatura, não necessariamente nesta ordem. Apresentador do programa “Casual Football”, se arrisca também falando de rock and roll e seus gêneros no “I Wanna Rock”. Colecionador compulsivo de livros e discos. Acredita que o futebol no vídeo game até seja legal, mas nada se compara ao futebol de rua com golzinhos de chinelos.