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Iugoslávia 1992, a mítica seleção que não existiu

A vida é uma eterna questão de “se”. No futebol, não é diferente. O que teria sido da hegemonia do Real Madrid nas competições europeias se as equipes de Torino e Manchester United não sofressem um trágico desastre aéreo? A Argentina venceria a Copa do Mundo de 1994 se Maradona continuasse em campo? O que teria acontecido com a Holanda se Cruijff estivesse na Copa do Mundo de 1978?

Não era apenas uma soma de vários talentos. Eram gênios que entendiam perfeitamente a que ritmo a bola podia rasgar os céus, penteando o relvado à medida que avançavam, como uma cavalaria indômita sobre o campo rival. A organização tática, tão necessária para ultrapassar a mera barreira do talento. A disciplina coletiva, o espírito inesperado de união entre jogadores tão diferentes entre si. O futebol estava preparado, mas eles nunca apareceram.

Em 1991, a Iugoslávia era, sem dúvida, a melhor seleção de futebol do mundo. A mais excitante. A mais temida. A mais criativa. Aquela que reunia as melhores individualidades e a que melhor se comportava como conjunto. A equipe nacional estava fadada a devolver o prestígio ao futebol eslavo. Um ano antes, na Copa do Mundo da Itália, o esquadrão passara perto, sendo eliminado na disputa de pênaltis pela Argentina. Os jogadores eram jovens e precisavam perder para aprender a ganhar. Eles sabiam que a areia do tempo corria a seu favor. 

Na Eurocopa de 1992, na Suécia, tudo seria diferente. Não havia forma de pensar num cenário que não fosse o de uma Iugoslávia imponente, ofensiva e, eventualmente, campeã da Europa. 

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Jornalista, publicitário e fotógrafo. Estudou comunicação social na Universidad Nacional de La Plata. Para Martinho, não existe golaço de falta (nem aquele do Roberto Carlos em 1997 contra a França ou de Petković em 2001 contra o Vasco). Aos 11 anos, deixou o cabelo crescer por causa do Maldini. Boicota o acordo ortográfico.