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Marselha 1998

Uma eliminação muito dolorida

Ao contrário do que possa parecer, a Holanda não se desespera por não ter um título mundial de futebol. Quase todas as derrotas da Laranja são bem —ompreendidas pela torcida. Perder a Copa de 1978, por exemplo, foi até um alívio — a ideia geral é: “Se ganhássemos a final, sabe-se lá o que aconteceria com os jogadores, em meio à ditadura argentina.” Em 1990, favorita ao título, a seleção perdeu para a crise interna e a arrogância. Em 1994, havia inferioridade técnica em relação ao Brasil. Em 2002 e em 2018, ausências. 

Em 2006, a nova geração ainda estava imatura, num time ofensivamente tímido. Em 2010, mesmo chegando a outra final, a Oranje estava pragmática demais para o gosto dos torcedores. (e houve aquele erro de Arjen Robben frente a Iker Casillas…) 2014 mostrou uma seleção que foi muito além do que se previa, numa campanha irregular. Mas houve uma exceção, e é sobre ela que se comentará aqui. Se 1974 será para sempre “a mãe de todas as derrotas”, a impressão holandesa é de que nenhuma outra seleção do país merecia tanto uma Copa do Mundo como a de 1998. 

Nas eliminatórias, campanha tranquila 

Impossível citar o ótimo papel que a Laranja fez naquela Copa sem lembrar as turbulências da Eurocopa de 1996. Com a geração do Ajax campeão europeu e mundial de 1995 já tomando conta dos titulares, a participação no torneio continental de seleções foi perturbada por uma polêmica. Nela, o fundo étnico foi o mais falado, por causa do “Kabel” (como foi batizado o grupo de jogadores de ascendência surinamesa, Clarence Seedorf e Edgar Davids à frente) e por um conflito mais imaginado do que real entre brancos e negros, com o corte de Davids sendo o estopim das teorias. 

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