A crônica e a morte anunciada

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Quando Heleno de Freitas fez Gabriel Garcia Márquez se apaixonar por futebol

Bendito craque maldito. Heleno de Freitas foi um dos tantos personagens que extrapolaram o futebol jogado nas quatro linhas. Um dos primeiros craques midiáticos dos gramados brasileiros. Grande ídolo do Botafogo pré-Garrincha, tinha um futebol tão fino quanto o seu gosto para ternos e carros, e um comportamento tão chocante quanto a qualidade dos seus arremates a gol.

Em 1949, já na reta final de sua carreira, o humor de Heleno estava mais descontrolado do que nunca. Os ataques de raiva, que anos antes só davam as suas caras dentro do gramado, tomavam praticamente todo o tempo do famoso atacante da Seleção. Naquele mesmo ano, Heleno conquistou, pelo Vasco, o seu primeiro e único título de campeão carioca e, embora já estivesse um pouco acima do peso e com um futebol entrando em decadência, os 10 gols anotados na conquista do estadual — aliado à imagem de grande craque, conhecido em todo o continente – chamou a atenção do Atlético Júnior, da Colômbia.

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