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A genialidade e bestialidade de Éric Cantona, o jogador que mudou o futebol inglês para sempre

Por Fernando Martinho

A geração composta por Ryan Giggs, David Beckham, Gary Neville, Paul Scholes e outros —  e o lendário treinador Alex Ferguson estão no eixo central da revolução que o Manchester United atravessou nos anos 90, e que culminou no fantástico título da UEFA Champions League em 1999, conquistado nos acréscimos, contra o Bayern.

Nem o valor da talentosa geração de 92, muito menos o trabalho de Ferguson merecem ser diminuídos — longe disso. Mas, sob um olhar atento e frio, foi Cantona quem mudou o Manchester United de patamar. Não foram apenas seus gols. Foram também seus dribles e movimentos meio sem esforço, a voadora com as travas da chuteira sobre um torcedor xenófobo, o peito estufado e, claro, a gola virada pra cima.

Bad boy desde sempre

Cantona debutou aos 17 anos pelo Auxerre, em 1983. No ano seguinte, ele teve que servir ao exército e só retomou a carreira após a dispensa do serviço militar, tendo sido emprestado ao Martigues, na segunda divisão. Retornou ao Auxerre, quando assinou um contrato profissional com o clube em 1986.

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