Em terra de cego, quem tem um olho é Pelé

5

E o esquadrão que só jogou 19 dias



O Brasil tricampeão mundial foi o melhor campeão das Copas. Um time que estreou no México e só jogou junto três partidas oficiais, depois de quatro meses treinando. Ado ou Leão na meta; Carlos Alberto, Baldochi, Joel Camargo e Marco Antonio na zaga bem mexida em relação às Eliminatórias de 1969; Piazza e Gerson no meio-campo armado em um imutável — e caminhando para ser antiquado — 4-2-4; no ataque, Jairzinho, Tostão — como se imaginava que ele iria se recuperar do descolamento de retina sofrido seis meses antes —, Pelé e Edu.

No começo de março de 1970, essas eram as “Onze Feras” do treinador João Saldanha para o pontapé inicial da Copa do Mundo no México, três meses mais tarde. Mas já não eram tão feras assim como haviam sido no escrete que foi 100% em seis partidas nas Eliminatórias. Vencendo as fragilíssimas seleções de Venezuela e Colômbia, e ganhando da razoável equipe do Paraguai. Quando o time-base do discutido treinador e indiscutível comentarista brasileiro encantou. Goleou. Também por falta de melhores adversários.

O time de Saldanha nas Eliminatórias

Conteúdo exclusivo para assinantes. Para continuar lendo,Faça login ou Assine!
Mantenha-se informado sobre nossos textos e produtos. Receba descontos exclusivos.
Assine a nossa newsletter.