Registrar
Uma senha sera enviada para seu e-mail

Uma entrevista com Óscar Tabárez

Por Fernando Martinho

F

oi no Footecon de 2010. Evento realizado no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Eram muitos os ex-jogadores e técnicos que davam palestras e participavam de painéis. Na época, Mano Menezes apresentava suas idéias e planejamento para o quadriênio que tinha como objetivo final a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Seu planejamento seria interrompido em 2012, quando Ricardo Teixeira renuncia à presidência da CBF e o comando cai nas mãos de José Maria Marin. Suas duas primeiras medias foi ceder a Copa América de 2015 ao Chile e demitir o técnico Mano Menezes.

Mas voltando ao Footecon de 2010, ali, um nome presente na lista de participantes era coadjuvante em meio a Zagallos, Parreiras e Carlos Albertos Torres no evento. Mas era ninguém menos que Óscar Tabárez. Um técnico de trajetória internacional que, quando já não lhe restava muitas expectativas com relação à sua carreira, nem tampouco ao futebol uruguaio, ele assumiu o comando da Celeste Olímpica e reconduziu a tradicional e nostálgica seleção bicampeã do mundo à glória.

Diferentemente de Mano Menezes, o trabalho de El Maestro Tabárez foi continuado e os resultados seriam ainda melhores. Após o quatro lugar na Copa do Mundo de 2010, veio o título da Copa América em 2011. As aparições de Suárez e Cavani não são meras coincidências. Houve uma pessoa que garantiu estabilidade na formação desses nomes.

Tabárez foi fundamental no ressurgimento do futebol uruguaio no cenário mundial. Sua visão de mundo, sua profissão de professor e experiência no futebol foram responsáveis por adaptar o jogo Charrúa ao alto nível mundial, mas sem renunciar a valores e, sobretudo, sem esquecer o que é a Celeste Olímpica.

O que aconteceu nesses 20 anos, entre 1990 e 2010, que o Uruguai não conseguiu desempenhar um bom papel em nível mundial?

Para continuar lendo, faça login ou registre-se. É grátis.

Visite nossa loja virtual e adquira as edições impressas da revista! Os textos publicados nas revistas são exclusivos e não são republicados no site, nem vice-versa. Garanta seu exemplar, colecione e leia a Corner.

About The Author

Fernando Martinho

Jornalista e publicitário. Estudou comunicação social na Universidad Nacional de La Plata. Para Martinho, não existe golaço de falta (nem aquele do Roberto Carlos em 97 ou de Petković em 2001). Aos 11 anos, deixou o cabelo crescer por causa do Maldini. À noite, ataca como DJ e nas horas vagas, caminha com cães.

Related Posts