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Elas estão ON

Futebol não é para meninas. Diziam. Elas provaram o contrário. A Milly Lacombe prova o contrário no manifesto desta edição. As meninas do Dick & Kerr’s também já tinham provado que lugar de mulher é onde elas quiserem. A Cristiane chutava as cabeças das bonecas como se fossem bolas porque menino pode brincar de boneca e menina pode brincar de bola. Menino pode vestir rosa. Menina pode vestir azul. Aliás, pode vestir azul e amarelo do Boca, como a série fotográfica Bomboneras que rodou o mundo mostrando a paixão feminina pelos Xeneizes.

Onze. Número da camisa da Cris. A maior artilheira do futebol olímpico que estampa a capa Corner #11, casualidade numérica. Mas um time de onze jogadores não poderia não ter uma jogadora. E não é só uma. Ela representa milhões de brasileiras que vão imitá-la nos gols de cabeça e seguir com essa quebra de paradigma na cabeça. Mulher pode e deve ocupar espaços no futebol: no campo, no banco, nos estúdios. Onde ela quiser.

De volta à Idade da Pedra, a Copa de 1990 ocupou um espaço doloroso na memória do brasileiro. Uma copa ruim? Talvez. Mas Copa é como pizza, até quando é ruim é bom. Pra quem gosta de muito gol essa Copa foi detestável. A última em que se pôde recuar para os goleiros pegarem com as mãos. A última com a velha regra de impedimento. A primeira depois do maior gol de todos os tempos de Maradona.

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