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Dorados y calientes

Os negócios e o caos na Baja California

11 Ilustração: Valter Vinicius Costa
Livraria FC
Por
Matheus Steinmetz

É provável que não haja adjetivo mais utilizado — e desgastado — como sinônimo de latinidade que caliente. O estereótipo se constrói em referência à vibração e ao tal poder de sedução atribuídos, sobretudo, aos hispanohablantes. Neste mundo de simplificações, o adjetivo cai como uma luva sobre os mexicanos, apesar de serem eles, curiosamente, os latino-americanos com o território mais isolado em relação aos de seus “irmãos”. É justo ali, mais precisamente onde México e Estados Unidos se encontram, que Caliente vira também substantivo, e o futebol se desenvolve lado a lado com a contravenção.

O lema de Tijuana — maior e mais populosa cidade do estado mexicano da Baja California, extremo noroeste do país — afirma: “Aquí empieza la pátria”. Todavia, o fato de ser um município fronteiriço cujo limite norte coincide com o da vizinha San Diego, já em território yankee, faz com que a “Esquina do México” seja na verdade a porta de saída para quem deseja fazer a vida na maior potência econômica do planeta. Também por esse motivo, Tijuana sofre tanto com a violência relacionada ao fluxo de migrantes que tentam acessar os Estados Unidos ilegalmente, quanto com o tráfico de drogas que dominou a região.

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