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A Copa dos Refugiados

O futebol para quem recomeçou a vida no Brasil

Quem pára diante de um campo de futebol qualquer — seja numa praça, num parque ou até mesmo num terreno baldio — pode ver apenas um grupo de pessoas que parece viver outra realidade enquanto corre atrás de uma bola. O que se mantém oculto é a história de cada uma delas e o que o futebol tem a ver com elas. Em São Paulo, um torneio que pode parecer apenas mais um diante dos olhares de transeuntes desinteressados é a chave da integração social para muitos refugiados que vêm tentar a vida no suposto país do futebol.

Ela vem inabalável, vestindo um short e um top que deixa visível seu abdômen sarado e molhado pelo próprio suor. Na cabeça, uma viseira estilo jogador de pôquer que permite o balanço de seu rabo de cavalo negro. Nas orelhas, os fones de ouvido. Nas pernas, um meião preto esticado até o joelho e um tênis confortável o bastante pra agüentar aquela corrida matinal numa pista de brita que circunda um campo de futebol. O sol já bate inclemente sobre aqueles músculos — são nove e tanto da manhã de um sábado de inverno sem nuvens e nada parece tirar o foco da atleta. Nem mesmo quando ela começa a fazer uma espécie de Slalom, correndo em zigue-zague para desviar de um grupo de camaroneses prestes a entrar no gramado.

Pensando melhor, é quase certo que ela sequer os tenha visto.

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Jornalista e escritor paulistano que funciona todo dia a partir das 6h (inclusive domingos e feriados). Há muito, deixou de se intitular corinthiano e hoje ama a pelada, os de camisa contra os descamisados, o terrão no ar e tudo o mais capaz de emanar do esporte mais bonito da Terra.

1 Comments

  1. julianoortiz

    agosto 09, 2021

    Olha, se não estou equivocado, a não exibição da imagem de A.S., por escolha do próprio, seria legítima e merecedora de respeito.
    Porém, se a proibição para divulgar a imagem tiver partido de uma instituição qualquer, seja ela pública ou privada, não caracterizaria censura?

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