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Plata o plomo?

A partir da segunda metade da década de 1970, o crescimento do império das drogas na Colômbia era tamanho que os barões do tráfico precisavam de algum artifício para lavar seus milionários lucros, sob pena de perdê-los para as traças em úmidos depósitos ultra-secretos. Ironicamente, o próprio governo colombiano auxiliou na tarefa. Durante o mandato do presidente Alfonso López Michelsen [1974–1978)] o banco central do país tinha a permissão de comprar dólares sem sequer investigar a origem dos recursos. A medida era conhecida como ventanilla siniestra e permitiu que o dinheiro do narcotráfico fosse lavado e aplicado no próprio país nos mais variados setores. O futebol não foi exceção.

As regulações do mercado financeiro internacional e as pressões políticas exercidas principalmente pelos EUA acabaram fechando a janela sinistra. Mas àquela altura, o dinheiro sujo já estava tão incorporado à sociedade colombiana que parecia impossível limpar as contas dos empreendimentos que um dia contaram com ele.

Quem assistiu à primeira temporada da série Narcos, estrelada pelo ator brasileiro Wagner Moura, deve ter notado que, em dado momento, diz-se que o futebol colombiano foi um dos setores controlados pelos incontáveis milhões de dólares que jorravam do narcotráfico na Colômbia. O dinheiro foi supostamente investido em contratações, compra de árbitros, arranjos de resultados, apostas e outras burlas ao esporte.

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Jornalista por formação, músico por insistência. Jamais desperdiçou uma cobrança de pênalti e lamenta que a torcida brasileira não possua gritos de guerra intimidadores para jogos da Seleção. Otimista por excelência, ainda acredita no futebol-arte, se diverte com o Brasileirão e se emociona com jogadores emocionados.

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