Uma visita ao lar onde vive um lado esquecido do futebol uruguaio

Por Felipe de Souza

N

ão é preciso ser aficionado em futebol para saber que, a um passo ao sul do Chuí, o esporte mais popular do mundo entra em uma dicotomia quase intransponível: ou se é Peñarol, ou se torce para o Nacional. O maniqueísmo se nota antes mesmo de se chegar à capital uruguaia, uma cidade que a cada dia fica mais bonita e acolhedora, indo na contramão das demais metrópoles do continente. Entrando-se em Montevidéu via terrestre, os murais e pixos relacionados à paixão clubística têm motivos carboneros ou bolsilludos e nada mais. Aliás, já no ônibus em direção à república oriental isso era nítido: nas poltronas ao lado, um jovem trajava calções tricolores; o outro ostentava uma tatuagem aurinegra.

Mas pera lá, para que no Uruguai haja um certame e para que o país tenha construído uma história fantástica no futebol mundial, foi preciso muito mais que duas equipes.E ali pelo bairro do Prado tem um clube alvinegro, inaugurado em 1902 após uma viagem dos irmãos Enrique e Juan Sardeson à Inglaterra. O nome, Montevideo Wanderers foi escolhido para homenagear o Wolverhampton Wanderers, que a dupla conheceu lá pros lados da ilha britânica.

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