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Um sujeito simples, que aporta muito mais ao futebol do que os ‘torcedores capuccinos’

Por Fernando Martinho.

A

lambrados, arquibancadas de cimento, poucos setores cobertos e a torcida, é claro. Em baixo número, como acontece em qualquer divisão do futebol brasileiro. É nítida a diferença entre o que se vê nas novas arenas de algumas capitais e os estádios do interior. Estes, freqüentados por torcedores dos velhos tempos – que não são necessariamente bons tempos, mas parecem bem mais autênticos.

O Estádio Radialista Mário Helênio resgata elementos que andam em falta no futebol brasileiro. Um estádio construído sob a lógica populista presente até os anos 80, com capacidade para albergar públicos muito maiores do que a demanda gerada por uma cidade do interior de Minas Gerais. E é justo o (normalmente) reduzido número de torcedores que torna possível a presença de figuras que resistem às tão propagadas mudanças no jeito brasileiro de torcer. E a Corner #1 observou um personagem em particular.

Ele prefere ficar sozinho e de pé, mesmo sem o auxílio de suas muletas. A evidente dificuldade em se locomover não o impede de caminhar até o guarda-corpo da arquibancada para balançar sua bandeira. Esse é o espírito que Seu Augusto leva para o Helenão – o estádio municipal de Juiz de Fora. Durante uma partida do Tupi (o time da casa) contra o América-MG, o carismático torcedor do Galo Carijó falou sobre seu isolamento.

Para quem não tem nenhuma preocupação com selfies, o ‘glamour sem nenhum glamour’ parece suficiente. Não era um show do Rock in Rio. Era um jogo do Tupi, num sábado ensolarado. Seu Augusto estava presente, como sempre. Um torcedor solitário que não gosta de ofender juízes nem jogadores rivais. E isso não faz dele menos torcedor.

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