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O sérvio que pretende se consolidar como treinador no Brasil

Por Fernando Martinho.

M

arcado por sua personalidade forte e caráter contestador, talvez Petković tenha um perfil que poucos dirigentes gostariam de ter em seus clubes. Na Corner #1, conversamos com o sérvio sobre os mais variados assuntos. Entre eles, os planos do ex-jogador para sua carreira de treinador.

Graduado e preparado pela Real Federación Española de Fútbol para exercer a carreira de treinador, Pet teve apenas duas oportunidades até agora: Atlético Paranaense e Criciúma. O sérvio deixou claro que pretende atuar no Brasil antes de tentar a carreira na Europa e — quem sabe? — treinar o Estrela Vermelha, seu time de coração.

Agora como técnico, você aspira trabalhar na Sérvia? No Estrela Vermelha, por exemplo?

Não almejo isso. Não está no meu planejamento. Não digo que não. Pode ser que em outro momento as coisas mudem. Mas a atual situação no meu país não está nada boa e meu planos agora estão voltados para o Brasil, para os próximos cinco ou seis anos e, depois, ir para a Europa. Se até lá o Estrela Vermelha “entra na Europa” em todos os sentidos, pode até ser. Mas no momento não estou pensando nessa possibilidade. Aprendi que no futebol as mudanças acontecem de um dia para o outro. Você planeja, mas pode ser que tudo mude muito rápido.

O Brasil é um país que você adotou e até a camisa da Seleção você já vestiu em um amistoso. Você chegou até mesmo a torcer pelo Brasil na Copa. Você se sente brasileiro?

Claro, cem por cento! Sempre torci para o Brasil desde a minha chegada. Antes eu admirava a qualidade do futebol brasileiro. Mas depois que o Brasil virou a minha casa… Eu sempre brinco que, exceto na última Copa (2014), sempre ganhou uma seleção para a qual eu torcia. Torço pela Sérvia e pelo Brasil, é óbvio o por quê. Torço pela Espanha e pela Itália porque uma filha nasceu em um país e a outra filha nasceu no outro. De 2002 a 2010, eu ganhei todas (as Copas).

O futebol brasileiro aprenderia com mais jogadores europeus?

Não aprendem nem com os próprios jogadores que tem aqui. Desperdiça, joga fora depois de dois jogos. Se um moleque de 20 anos entrou no time, deitou e rolou em um jogo, já é um fenômeno. Depois de dois jogos, pisou três vezes na bola e já não presta para nada. Não tem planejamento. O jogador não está sendo bem tratado, lapidado. É preciso dar oportunidades, ensinar, formar, aprimorar… Tem muita coisa. O Brasil tem talentos, só que o talento tem que ser trabalhado. O talento, para virar sucesso, depende de horas e horas de trabalho. Além de horas de trabalho, precisa-se de professores excelentes. Não só horas de trabalho.

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